Depois de férias chuvosas, finalmente as aulas recomeçaram.
É impressionante a quantidade de material escolar que se precisa comprar, uniforme para repor, mochila, lancheira, enfim uma infinidade de itens.
As crianças ficam ansiosas, excitadas e nós ficamos exaustas.
De repente volta a rotina. Ai, que bom! Nunca pensei dizer isso antes, mas hoje vejo o bem que faz às crianças o seu dia-a-dia com horários e compromissos.
Elas se sentem mais seguras e nós temos mais tempo para fazer todas as coisas que temos para fazer.
Nossa, quanta coisa...
Acho que vou dar uma descansada. rsrsrsrsrsrsrs
domingo, 31 de janeiro de 2010
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Mais poemas juvenis.

Aí vão mais dois exemplares de meus poemas de adolescência.
Tua boca
Um abismo
Rosas vermelhas
Sou abelha
Sentindo seu mel
Me afogo no afago
No abismo de desejos
Se tua boca quentinha
Vem me dar um beijo
Vasos de concreto
Despoetizando as flôres
Que nele jazem
Sepultando a flôr
Que nele nasce
---------------------
Prá não dizer
Que não falei de flôres
Falo nas que jazem
Por imensos blocos
de cimento armado.
Observação:
A flôr é de um galho de hibisco que eu achei na rua e plantei num vaso. Esta da foto abriu no dia do meu aniversário.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
SIM, NóS PODEMOS!!!!!!
Venho observando constantemente a furia da Mãe Natureza e a cada ano sinto que ela aumenta, não gradativa, mas assustadoramente.
Quanto tempo ainda vai levar para a sociedade tomar consciência que nós devemos mudar nossos hábitos de consumo?????
O tempo todo é uma enxurrada de lançamentos imobiliários, facilidades imensas para se comprar um carro zero e toda sorte de parafernálias eletrônicas que as pessoas acreditam que não podem mais viver sem.
Será???
Venho observando essa mesma sociedade se desvinculando de toda e quaisquer responsabilidades pela degradação do meio ambiente e consequentemente com a degradação do ser humeno que aqui habita.
Seca nas margens do rio Amazonas, enchentes no sul e sudeste do Brasil, nevascas horrendas no hemisfério norte, terremotos, tsunamis.
Tragédias anunciadas há muitos anos por cientistas, ambientalistas e até por autoridades internacionais e quase nada , praticamente nenhuma providência foi tomada.
Muito pelo contrário, os seres humanos continuam a ser predadores da natureza e predadores de seres humanos.
Ao invés do poder constituido tomar providências reais, a preocupação maior é se perpetuar no poder em detrimento do bem estar social e da natureza como um todo.
Realizam-se obras mirabolantes, como a estúpida transposição do rio São Francisco e em nome do crescimento econômico saem desmatando, removendo populações, desestruturando localidades e deixando tudo inacabado, destruído e inviabilizado.
Ao invés de políticas públicas de planejamento familiar, controle da natalidade, orientação adequada,educação de qualidade,cuidados básicos de higiene e saúde, se prefere dar um paliativo, um "cala boca", uma "mesada', que não transforma pessoas em cidadãos e não dá dignidade, legitimidade, nem futuro.
Diante da inevitável tragédia em um paíz distante nos deparamos perplexos com a perda de um ser humano que buscou fazer diferente, que através da orientação e do conhecimento ajudou a salvar vidas e levar uma real esperança de futuro para centenas de milhares de pessoas.
Assim como Zilda Arns, perdemos também Ruth Cardoso,mulheres de fibra, de visão e que souberam criar uma rede de proteção para pessoas que sempre foram massa de manobra para os interesses de pessoas de má índole.
Agora, cabe a nós que aqui ficamos tomarmos nas mãos suas bandeiras e seguir adiante!
Cabe a nós, artistas, ambientalistas, pessoas de boa vontade,levarmos qualidade para o nosso dia-a-dia, consumindo apenas o verdadeiramente necessário e criando material de qualidade para ser consumido pelo maior número possível de pessoas.
Não tenhamos medo de colocar o pé na estrada, seja ela qual for e levar cultura, entretenimento e lazer diferenciado para quem procura por ele.
Somos maiores que a mídia institucionalizada! Temos exemplos fabulosos de seres humanos que fazem a diferença, seja montando uma biblioteca na garagem de casa,seja levando cinema para periferia, organizando saraus e rodas de poesia, pintando sua aldeia e se fazendo universal.
SIM, NÓS PODEMOS!!!!!!!!
E devemos fazê-lo.
Quanto tempo ainda vai levar para a sociedade tomar consciência que nós devemos mudar nossos hábitos de consumo?????
O tempo todo é uma enxurrada de lançamentos imobiliários, facilidades imensas para se comprar um carro zero e toda sorte de parafernálias eletrônicas que as pessoas acreditam que não podem mais viver sem.
Será???
Venho observando essa mesma sociedade se desvinculando de toda e quaisquer responsabilidades pela degradação do meio ambiente e consequentemente com a degradação do ser humeno que aqui habita.
Seca nas margens do rio Amazonas, enchentes no sul e sudeste do Brasil, nevascas horrendas no hemisfério norte, terremotos, tsunamis.
Tragédias anunciadas há muitos anos por cientistas, ambientalistas e até por autoridades internacionais e quase nada , praticamente nenhuma providência foi tomada.
Muito pelo contrário, os seres humanos continuam a ser predadores da natureza e predadores de seres humanos.
Ao invés do poder constituido tomar providências reais, a preocupação maior é se perpetuar no poder em detrimento do bem estar social e da natureza como um todo.
Realizam-se obras mirabolantes, como a estúpida transposição do rio São Francisco e em nome do crescimento econômico saem desmatando, removendo populações, desestruturando localidades e deixando tudo inacabado, destruído e inviabilizado.
Ao invés de políticas públicas de planejamento familiar, controle da natalidade, orientação adequada,educação de qualidade,cuidados básicos de higiene e saúde, se prefere dar um paliativo, um "cala boca", uma "mesada', que não transforma pessoas em cidadãos e não dá dignidade, legitimidade, nem futuro.
Diante da inevitável tragédia em um paíz distante nos deparamos perplexos com a perda de um ser humano que buscou fazer diferente, que através da orientação e do conhecimento ajudou a salvar vidas e levar uma real esperança de futuro para centenas de milhares de pessoas.
Assim como Zilda Arns, perdemos também Ruth Cardoso,mulheres de fibra, de visão e que souberam criar uma rede de proteção para pessoas que sempre foram massa de manobra para os interesses de pessoas de má índole.
Agora, cabe a nós que aqui ficamos tomarmos nas mãos suas bandeiras e seguir adiante!
Cabe a nós, artistas, ambientalistas, pessoas de boa vontade,levarmos qualidade para o nosso dia-a-dia, consumindo apenas o verdadeiramente necessário e criando material de qualidade para ser consumido pelo maior número possível de pessoas.
Não tenhamos medo de colocar o pé na estrada, seja ela qual for e levar cultura, entretenimento e lazer diferenciado para quem procura por ele.
Somos maiores que a mídia institucionalizada! Temos exemplos fabulosos de seres humanos que fazem a diferença, seja montando uma biblioteca na garagem de casa,seja levando cinema para periferia, organizando saraus e rodas de poesia, pintando sua aldeia e se fazendo universal.
SIM, NÓS PODEMOS!!!!!!!!
E devemos fazê-lo.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Poetizar
Minha querida amiga Claudia Notaro me pediu para colocar meus poemas online e agora que eu descobri que Vanessa Goulart é uma poeta surpreendente, fiquei pensando em arriscar.
Na minha adolescêencia eu cheguei até a escrever um livro que acabei não publicando, mas meus poemas acabaram me fazendo viver um momento curioso que eu vou relatar a seguir.
Por volta dos meus doze ou treze anos me apaixonei perdidamente pela obra do Chico Buarque de Holanda e ouvia louvores a sua capacidade de fazer poemas como se fossem mulheres se expressando. Chico sabia como ninguém desvendar a alma feminina.
Lá pelos quinze ou desseseis anos e do alto de minha prepotência juvenil, decidi escrever poemas como se fosse um rapaz.
Tudo passaria absolutamente despercebido se um conhecido que fazia um fanzine não tivesse lido e resolvido publicar um deles.
Eu adorei, é claro, afinal o mundo poderia apreciar o meu talento e criatividade.
Depois desse evento eu percebi que as lésbicas da minha escola passaram a me tratar de um modo especial, com uma certa deferência, um certo cortejamento.
Achei aquilo divertido e nem me preocupei em desfazer o mal entendido, até que alguns meses depois eu comecei a namorar... um HOMEM.
O grupo que antes me apreciava sobremaneira passou a me destratar, se dirigir à mim de forma rude, como se eu fosse uma traidora, uma enrustida,uma fraude.
Esse episódio me ensinou duas coisas: é uma tremenda estupidez segregar alguém, seja por raça,religião ou sexualidade.A diversidade nos torna fortes,a mesmice nos enfraquece.E nunca podemos nos guiar pelas aparências.
Desde então eu norteio minha vida e minhas escolhas com a máxima liberdade, buscando na essência de cada um aquilo que importa e constrói e a segunda coisa que eu aprendi é que prá chegar aos pés do Chico Buarque, eu tinha muito o que viver e aprender. rsrsrsrsrsrs
De qualquer maneira eu vou publicar o poema e vocês tirem suas próprias conclusões. Só me deêm um desconto, afinal de contas, aos 17 anos ninguém é genial, nem eu.kkkkkkk
Morena,tô louca
Prá beijar tua boca
Tão rouca
Quero sentir seu pelo
Roçar minha pele
Sentir seu cabelo
Sentir-me um herege
E após uma noite
De amor, Morena
Eu quero beijar tua
Boca pequena
E em teus lindos braços
Morena, de amor
Morrer.
Na minha adolescêencia eu cheguei até a escrever um livro que acabei não publicando, mas meus poemas acabaram me fazendo viver um momento curioso que eu vou relatar a seguir.
Por volta dos meus doze ou treze anos me apaixonei perdidamente pela obra do Chico Buarque de Holanda e ouvia louvores a sua capacidade de fazer poemas como se fossem mulheres se expressando. Chico sabia como ninguém desvendar a alma feminina.
Lá pelos quinze ou desseseis anos e do alto de minha prepotência juvenil, decidi escrever poemas como se fosse um rapaz.
Tudo passaria absolutamente despercebido se um conhecido que fazia um fanzine não tivesse lido e resolvido publicar um deles.
Eu adorei, é claro, afinal o mundo poderia apreciar o meu talento e criatividade.
Depois desse evento eu percebi que as lésbicas da minha escola passaram a me tratar de um modo especial, com uma certa deferência, um certo cortejamento.
Achei aquilo divertido e nem me preocupei em desfazer o mal entendido, até que alguns meses depois eu comecei a namorar... um HOMEM.
O grupo que antes me apreciava sobremaneira passou a me destratar, se dirigir à mim de forma rude, como se eu fosse uma traidora, uma enrustida,uma fraude.
Esse episódio me ensinou duas coisas: é uma tremenda estupidez segregar alguém, seja por raça,religião ou sexualidade.A diversidade nos torna fortes,a mesmice nos enfraquece.E nunca podemos nos guiar pelas aparências.
Desde então eu norteio minha vida e minhas escolhas com a máxima liberdade, buscando na essência de cada um aquilo que importa e constrói e a segunda coisa que eu aprendi é que prá chegar aos pés do Chico Buarque, eu tinha muito o que viver e aprender. rsrsrsrsrsrs
De qualquer maneira eu vou publicar o poema e vocês tirem suas próprias conclusões. Só me deêm um desconto, afinal de contas, aos 17 anos ninguém é genial, nem eu.kkkkkkk
Morena,tô louca
Prá beijar tua boca
Tão rouca
Quero sentir seu pelo
Roçar minha pele
Sentir seu cabelo
Sentir-me um herege
E após uma noite
De amor, Morena
Eu quero beijar tua
Boca pequena
E em teus lindos braços
Morena, de amor
Morrer.
sábado, 26 de dezembro de 2009
O amor está no ar!!!!!!
Gente, hoje nós temos celular, internet, acesso a um milhão de informações ao mesmo tempo.Porque será que as pessoas ficaram mais sózinhas?
Porque será que as pessoas desaprenderam a arte da convivência?
Qualquer coisa é motivo para afastar-se um do outro...
Vejo tantas pessoas, homens e mulheres sós e buscando desesperadamente uma companhia, um parceiro, um namorado, sei lá, um ficante.
Mas será que ficar é o que esse povo quer?
NÃO. Todos querem namorar, casar, ter uma relação estável.
Porque essas pessoas não se encontram?
Será que realmente estão disponíveis?
Alegando falta de tempo, dedicação ao trabalho,falta de amigos, vai todo mundo ficando só e infeliz.
Comecem a aproveitar o novo ano e ir mais aos parques, livrarias, cafés, teatros, lugares em que são possíveis se ir sózinho e observar o mundo à sua volta.
Deêm mais tempo para si mesmos e para os outros.
Não julguem pelas aparências, busque o conhecimento mais profundo: gostos,desejos, expectativas e quem sabe não se tem uma grata surpresa.
Convivam mais, escutem mais, conheçam mais. Afinal, não há nada a perder e quem sabe se possa ganhar. Ganhar um amigo, um confidente, um fã e com sorte um namorado.
Que em 2010 as pessoas fiquem menos sós e que mais casais e mais famílias se formem e espalhem alegria e amor para aqueles que ainda estejam sós.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Acabou? Então começa!
Ufa!!!O natal passou e com ele toda aquela correria e insanidade.O que mesmo se comemora? Não importa, o importante é comemorar, seja o solstício, o nascimento de Jesus, ou simplesmente a reunião familiar ou com amigos.
Se trocou presentes ou somente abraços e felicitações, não importa, seja lá o que for, espero que tenha comemorado.
Agora é esperar o ano novo. Que frio na barriga... está tão perto. Como o ano passou rápido...parece que foi ontem que comemoramos 2009 e já estamos vislumbrando 2010.
Essa é a delícia da vida. É bom viver intensamente cada momento... eles passam rápido e não dá prá voltar atráz. Portanto, erga a cabeça, observe o futuro e siga em frente, Ele,o futuro,está logo ali e temos que nos preparar para recebê-lo com os braços abertos e o sorriso franco. Afinal só temos uma escolha possível: ser feliz.
Sejamos então. Até a próxima.
Se trocou presentes ou somente abraços e felicitações, não importa, seja lá o que for, espero que tenha comemorado.
Agora é esperar o ano novo. Que frio na barriga... está tão perto. Como o ano passou rápido...parece que foi ontem que comemoramos 2009 e já estamos vislumbrando 2010.
Essa é a delícia da vida. É bom viver intensamente cada momento... eles passam rápido e não dá prá voltar atráz. Portanto, erga a cabeça, observe o futuro e siga em frente, Ele,o futuro,está logo ali e temos que nos preparar para recebê-lo com os braços abertos e o sorriso franco. Afinal só temos uma escolha possível: ser feliz.
Sejamos então. Até a próxima.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Tempo de ser feliz

O natal está próximo e o ano novo também.
É tempo de comemoração e quem tem filhos pequenos, como eu, sabe que esse momento pode ser delicioso ou virar um completo pesadêlo.
Lojas lotadas, listas intermináveis de presentes, casa para decorar, preparar ceia, cartões de congratulações para mandar e o tal do amigo oculto... Estressante é pouco, eu acho isso tudo enlouquecedor.
Por esses e outros tantos motivos, eu adoro esse período do ano.
Tá me achando louca? Devo admitir que sou louca por aquelas luzinhas, por montar a árvore de natal, preparar um monte de presentes e principalmente celebrar, adoro celebrações.
Tem coisa melhor que ficar juntinho das crianças tirando foto com o papai noel?
Eu tirava até quando não tinha filhos, eu e meu queridísssimo amigo e hoje meu padrinho de casamento,James,tenho a foto até hoje.Super divertido!!!!
Mas melhor de tudo é falar com os amigos, rever entes queridos, estar junto, confraternizar...
Celebrar a vida e o tempo passado, presente e futuro. Ser feliz, sentir amor pelo próximo, mesmo que ele não esteja tão próximo.
Enviar mensagens de fé, esperança e tantas coisas que a gente só se lembra nessa época do ano.
Tudo bem, melhor assim do que não lembrar nunca. No próximo ano você pode tentar ser feliz o ano todo, espalhar a paz, o amor, a concórdia e tantas outras coisas bacanas para si mesmo e para os outros.
Se fosse vocè eu começava logo, afinal, não sabemos por quanto tempo mais o planeta vai suportar a pequenez da raça humana.
Boa sorte e boa celebração para todos.
Vivam bem, amem à si mesmo e aos outros, respeitem a vida, o planeta e sejam felizes, a felicidade é nossa maior vingança.
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